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Fonte de saúde: a dieta mediterrânea

Reconhecida por especialistas como a forma perfeita de alimentação, ela auxilia a redução de peso através do consumo de alimentos super saudáveis

Corria a década de 50, período em que o american dream se estabelecia definitivamente. Eis que um inquieto fisiologista de nome Ancel Keys, do Estado do Colorado, resolveu pesquisar os hábitos alimentares de diversos países. Keys logo notou algo diferente: habitantes europeus da região do Mediterrâneo – Grécia, sul da Itália e sul da Espanha -, mesmo com uma dieta rica em gorduras, apresentavam muito pouca incidência de doenças cardiovasculares. Foi assim, fruto de sua curiosidade científica, que nasceu a Dieta Mediterrânea, como a conhecemos hoje.

Com as informações obtidas, Keys teceu um método alimentar baseado no que os países da região do mediterrâneo têm em comum em sua dieta, sem uma proporção exata de consumo de gorduras, proteínas e carboidratos: azeite de oliva, frutas e leguminosos, pescados, nozes e castanhas, queijos e vinho tinto. Desde sua implantação, a fórmula de Keys até hoje repercute no mundo todo, tida como a dieta mais saudável e balanceada que já surgiu.

Ainda que seu objetivo principal não seja o emagrecimento – alguns dos itens, mesmo saudáveis, são bem calóricos. O fundamental da Dieta Mediterrânea, e do consumo de seus pilares, é melhorar a qualidade de vida, a saúde e o bem-estar.

Azeite

Extremamente benéfico à saúde, o ícone da Dieta Mediterrânea faz parte da maioria dos preparos dos pratos, graças a suas muitas qualidades, principalmente o ômega-9, ácido graxo que reduz o mau e aumenta o bom colesterol.

Peixes e frutos do mar

São ricos em ômega-3, ácido graxo poli-insaturado com propriedades anti-inflamatórias, elemento que atua na redução do colesterol e dos triglicérides, reduzindo a incidência de doenças cardiológicas e neuro-degenerativas.

Oleaginosas

Oleaginosas -amêndoas, nozes, castanhas – também contém bom nível de ômega-3. São também fonte de selênio e vitamina E, nutrientes antioxidantes.

Frutas e legumes

Um dos fundamentos da Dieta Mediterrânea é o consumo de várias porções de vegetais e frutas ao dia, o que enriquece a dieta com vitaminas e minerais essenciais para o bom funcionamento do organismo. Quanto mais “colorido” o prato, maior a absorção de diferentes vitaminas, já que as cores desses alimentos fornecem diferentes fitoquímicos, com ações diversas e igualmente importantes ao organismo.

Grãos integrais

Fibras, zinco, fosforo e magnésio estão entre os nutrientes presentes na aveia, linhaça, chia, quinoa, gérmen de trigo e gergelim. São eles os responsáveis por fornecer a energia dentro da Dieta Mediterrânea – o fato de serem integrais faz com que preservem seus principais nutrientes. Além disso, ajudam a dar mais saciedade, favorecem a mastigação e ajudam a evitar distúrbios alimentares que podem levar ao diabetes.

Leguminosos

Feijões, lentilha e grão de bico são excepcionais fontes de carboidratos e proteínas importantes, como zinco, fosforo, ferro, potássio e cálcio, além de vitaminas B e ácido fólico. São parte essencial da Dieta Mediterrânea.

Vinho tinto

Especialistas advertem: uma taça ao dia, no máximo. Dentro dessa dosagem, o vinho tinto é cientificamente um aliado contra problemas coronários, alguns tipos de câncer e eventuais AVCs, por ser rico em antocinas e resveratrol, este, um polifenol que evita formação de placas gordurosas. O que o torna um dos ícones da Dieta Mediterrânea.

Iogurtes e queijos

Ótimas fontes de cálcio, fundamental para a saúde dos ossos, e proteínas, para a alimentação, os laticínios são itens importante da Dieta Mediterrânea.

Alimentos menos consumidos

Vale ressaltar, além do consumo desses alimentos, a Dieta Mediterrânea é um conceito que passa igualmente pela preocupação em adotar um estilo de vida mais saudável, com menos estresse no dia a dia. E também pelo menor consumo de carnes vermelhas e de alimentos processados e/ou industrializados.

Seus benefícios imediatos são muitos: proteção e melhor funcionamento cardiovascular; prevenção do diabetes, de AVCs e de alguns tipos de câncer; melhora da saúde do cérebro e de atividades cognitivas; melhora do funcionamento do sistema digestivo.

Devido aos  preços de alguns alimentos, nem sempre a Dieta Mediterrânea é financeiramente acessível. Ainda assim, é considerada por especialistas uma das mais vantajosas, sob o ponto de vista da saúde e longevidade que pode proporcionar.

Redação SO.U Movimento

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