Coronavírus

Em busca da imunização

Equipe de cientistas pesquisando em laboratório - foto criada pressfoto / Freepik

Enquanto o New York Times aponta que a crise da pandemia pode ser favorável ao Brasil na solução da Covid-19, reportagem do jornal O Globo destaca avanço promissor da vacina da Universidade de Oxford

“A caótica resposta ao Coronavírus no Brasil, que já matou mais de 100 mil pessoas, fez  todo o planeta olhar alarmado para o país. Por outro lado, esse caos criou uma oportunidade única para os pesquisadores de vacinas”. Foi assim, que recente matéria do jornal The New York Times destacou as duas faces da pandemia no Brasil: o avanço descontrolado da Covid-19 no país e o esforço de seus pesquisadores para tentar obter uma vacina contra o vírus.

No artigo, a publicação sustenta que, ante o contágio vertiginoso, a combinação entre um grupo abnegado de experts em imunização, uma sólida indústria farmacêutica (“capaz de produzir 500 milhões de doses de vacina por ano”, afirma o jornal) e milhares de voluntários, pode fazer do Brasil um dos candidatos em potencial a chegar a uma vacina e, possivelmente, ao fim da pandemia.

“De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), três dos mais promissores e avançados estudos de vacina anti-Covid 19 em progressão no mundo contam com cientistas e voluntários brasileiros”, sustenta o New York Times. “E o governo espera que seus cidadãos possam estar entre os primeiros do planeta a serem inoculados”, completa a matéria. Entre os entrevistados para o artigo está o cientista Dimas Covas, diretor do Instituto Butantã, de São Paulo, que se diz otimista diante dos atuais avanços.

Coincidência ou não, no domingo (16/08), reportagem do Jornal O Globo destacou que análises prévias indicam que a vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford, da Inglaterra, pode estar liberada para entrar em uso emergencial ainda em 2020.

Vista aérea da Universidade de Oxford - Inglaterra - foto criada por  Alfonso Cerezo - Pixabay

De acordo com o jornal carioca, a possibilidade foi levantada pela coordenadora do processo de testagem da vacina na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Dra. Lily Yin Weckx, durante o congresso virtual WebHall, da Escola Paulista de Medicina (EPM).

Segundo a reportagem, a pesquisadora afirmou que o licenciamento da medicação pode ocorrer nos próximos quatro meses, “mas isso só deve ocorrer se a eficácia e a segurança forem comprovadas durante a fase de estudo em que o remédio se encontra”, afirmou Dra. Lily Yin ao O Globo.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão do Ministério da Saúde (MS), e a gigante da indústria farmacêutica britânica AstraZeneca, firmaram acordo de tecnologia para a produção de 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, caso sua eficiência seja comprovada. A droga está sendo desenvolvida pela empresa britânica em colaboração com a lendária Universidade de Oxford, e atualmente encontra-se em testes clínicos no Brasil e em outros países.  

Castelo mourisco fiocruz - foto divulgação - wikipedia

Veja também:
Vacina contra o Coronavírus: eficácia de imunização será testada no Brasil

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