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Por que o Ombro dói?

Com causas variadas, dores no ombro debilitam a movimentação e requerem máxima atenção

O ombro é dotado de ampla e variada capacidade de movimentação. Por sua vez, é a articulação mais móvel do corpo, possibilitando, entre outros movimentos, a grande amplitude de mobilidade dos braços.

Quando algo não vai bem com ele, a mobilidade pode ficar comprometida e gerar dores e desconforto.

Integrado por três ossos, úmero, clavícula e escápula, o ombro tem no manguito rotador o principal elemento de sua movimentação. Este, por sua vez, é composto por quatro tendões, que conectam os músculos ao osso. Se os tendões inflamam, a movimentação fica comprometida. Atos simples como levantar o braço, por exemplo, podem tornar-se dolorosos. Quadro que, eventualmente, pode se agravar.

Esportes que exigem elevação ou demasiada extensão dos ombros, bem como profissões de trabalhos braçais, são grandes exemplos nos quais a rotina de movimentos repetitivos é a provável fonte das dores. Há também casos de doenças que resultam em dor que se estende para o ombro, como problemas da coluna cervical (pescoço), problemas cardíacos, do fígado e até da vesícula biliar.

Da mesma forma, não é raro o aparecimento de problemas no ombro após os 60 anos.
Em muitos casos, as dores no ombro são simples, e permitem tratamentos em casa. Por outro lado, boa parte requer terapia ocupacional, fisioterapia e eventualmente até cirurgia.

Causas da dor

Múltiplos fatores e condições podem contribuir para causar dores no ombro. Duas delas, entretanto, podem ser apontadas como as causas mais comuns: a tendinite do manguito rotador, quando acontece a infamação dos tendões, e a síndrome do impacto do ombro, quando os tendões do manguito rotador colidem ou raspam a região do acrômio, causando dores e desconforto.

Entre outras possíveis causas, temos:

  • Artrite
  • Rompimento do Manguito Rotador
  • Bursite
  • Fraturas
  • Lesões da cartilagem
  • Ombro Congelado*

Não é raro que a dor no ombro seja o reflexo de um problema em outra região do corpo, como o pescoço ou os bíceps – a chamada dor referida, que não piora com a movimentação do ombro.

Diagnóstico

Após detalhes do histórico do paciente, o médico ortopedista observará o grau de mobilidade e fará manobras de exame físico para detectar pontos dolorosos. Exames como raio-x, ultrassonografia (USG) e ressonância magnética indicam ao especialista a amplitude da lesão.

Quando ir ao médico

Febre, dor que persista por mais que algumas semanas, inabilidade de movimentar bem o ombro, manchas roxas e sensação de calor na região, são indicações de que o paciente deve procurar o ortopedista.

Se a dor no ombro for repentina e sem causa aparente, e incluir sensações como tontura, sudorese excessiva e dificuldade em respirar, uma emergência cardíaca não está descarta: chame imediatamente por socorro.

Tratamento

A indicação do tratamento dependerá da causa e da severidade da dor. Podem incluir de terapia ocupacional a fisioterapia, imobilização ou mesmo cirurgia.

A medicação começa com anti-inflamatórios, analgésicos e podendo evoluir para corticoides, em casos de dores intensas.

Prevenção

Exercícios simples de alongamento e fortalecimento muscular podem ajudar muito na prevenção de diversas causas de dores no ombro, desde que realizados sob a supervisão de profissionais capacitados.

Casos de bursite ou tendinite, dependendo da extensão da lesão, requerem incorporar à rotina exercícios simples de amplitude de movimento.

Ombro congelado*

*Ombro congelado é o nome comum da capsulite adesiva. Trata-se de uma condição do ombro responsável por limitar sua amplitude de movimento. Ocorre quando os tecidos da articulação do ombro inflamam de forma reativa a alguma situação local ou sistêmica como, por exemplo, diabetes ou hipotiroidismo. Como resultado, há dor e déficit de movimento. Essa condição é mais provável entre 40 e 60 anos.

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About the author

Dr. João Roberto Polydoro Rosa

Dr. João Roberto Polydoro Rosa

Graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) em 2006. É Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia(SBOT), da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo (SBCOC) e da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Trauma do Esporte (SBRATE).
Faz parte do Grupo de Trauma do Esporte da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. É Cirurgião de Ombro e Cotovelo do núcleo avançado dos hospitais, Sírio Libânes e Oswaldo Cruz.
Diretor clínico do Instituto Pecchia & Polydoro.
Clínica SO.U – Unidade Bela Vista
R. Barata Ribeiro, 398 - 3º andar - Bela Vista, São Paulo - SP, 01308-000
Tel.: +55 (11) 3258-1706
http://www.clinicasou.com.br

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