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Quedas de Idosos

Quedas de idosos - Imagem de homem idoso caminhando no parque apoiado em sua bengala - Foto de Immortal Shots no Pexels

Além das lesões físicas pode desencadear problemas emocionais

A projeção da População, do Intituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualizada em 2018, aponta que a população idosa tende a crescer no Brasil nas próximas décadas. Em 2043, o Brasil deverá atingir 232,5 milhões de habitantes, sendo 57 milhões desses de idosos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), idoso é todo individuo com 60 anos ou mais. Atualmente, o Brasil tem mais de 29 milhões de pessoas nessa faixa etária, totalizando 14,3% da população.

E um dos problemas que representa um alto risco para os idosos é a queda. Além de fatais, elas provocam escoriações, lesões, contusões musculares, traumatismo craniano, fraturas, especialmente no fêmur, ocasionando muitas vezes o uso de próteses e órteses.

Além das lesões físicas, os acidentes podem gerar transtornos emocionais. A dependência no período pós- acidente, a falta de mobilidade para quem sempre foi muito ativo e independente, pode deixar a pessoa irritada, triste, sem contar o medo de cair novamente.

Causas da queda

Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil),  analisou os fatores associados a quedas entre idosos brasileiros em áreas urbanas e mostrou que entre 4.174 idosos 25% já tiveram uma queda. A maior ocorrência foi em mulheres a partir dos 75 anos. O estudo foi financiado pelos Ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação.

De acordo com o estudo, os principais fatores associados a quedas, além do aumento da idade são:

– Medo de cair devido a defeitos nos passeios.
– Medo de atravessar a rua.
– Artrite ou reumatismo.
– Depressão.
– Diabetes.

Dentro de Casa

Mas não é somente nas ruas que os idosos podem cair. Dentro de casa, eles também correm perigo. A Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa do Ministério da Saúde lista 11 medidas de prevenção de quedas em casa.

  1. Evitar tapetes soltos
  2. Escadas e corredores devem ter corrimão nos dois lados
  3. Usar sapatos fechados com solado de borracha
  4. Colocar tapete antiderrapante no banheiro
  5. Evitar andar em áreas com piso úmido
  6. Evitar encerar a casa
  7. Evitar móveis e objetos espalhados pela casa
  8. Deixar uma luz acesa à noite, para o caso de precisar se levantar
  9. Esperar que o ônibus pare completamente para você subir ou descer
  10. Utilizar sempre a faixa de pedestre
  11. Se necessário, usar bengalas, muletas ou outros instrumentos de apoio.

Referências:

Ministério da Saúde

Esta informação é fornecida como serviço educacional e não se destina a servir como aconselhamento médico. Qualquer pessoa que procure aconselhamento ortopédico específico ou assistência deve consultar um médico ortopedista.

About the author

Profª. Dra. Maria Cecília Pavanel Jorge

Profª. Dra. Maria Cecília Pavanel Jorge

Profª Dra. Maria Cecília Pavanel Jorge
Professora de Clínica da Universidade de São Paulo ( USP), residência em clínica médica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Médica assistente do serviço de clínica geral e propedêutica do Hospital das Clínicas- SP. Médica do corpo clínico do Hospital Sírio Libanês.
Clínica SO.U – Unidade Bela Vista
R. Barata Ribeiro, 398 - 3º andar - Bela Vista, São Paulo - SP, 01308-000
Tel.: +55 (11) 3258-1706
http://www.clinicasou.com.br

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