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Vantagens da respiração nasal para atletas

retrato de um homem saltando com céu e nuvens ao fundo - autor Creativeart / Freepik

Atletas profissionais que buscam desempenho devem incluir o treinamento da respiração nasal

Pesquisas demonstraram que o óxido nítrico (NO) desempenha um papel importante no aumento do oxigênio no sangue e na melhoria da absorção de oxigênio pelos pulmões. O óxido nítrico (NO), por ser um potente vasodilatador, aumenta o fluxo sanguíneo e diminui a pressão sanguínea. A vasodilatação promovida por ele aumenta a área da superfície dos alvéolos, onde o oxigênio é absorvido no final dos tubos brônquicos. Isso significa que mais oxigênio é absorvido, e com mais eficiência, quando você respira pelo nariz. A respiração nasal não retém o NO, que regula a *homeostase em muitas das funções do corpo, como frequência cardíaca, pressão arterial e ainda a respiração.

Portanto, atletas profissionais que buscam maximizar o desempenho devem incluir em sua rotina o treinamento da respiração nasal.

A respiração bucal faz com que o indivíduo inale volumes de ar maiores do que o necessário  gerando hiperventilação. Além disso, a inalação do ar seco e não filtrado, reduz a eficiência das trocas gasosas e ainda expõe o organismo a infecções. Alguns pesquisadores identificaram que a respiração bucal e hiperventilação associadas causam e exacerbam a asma, pressão alta, doenças cardíacas, interferem no aparato bucal, causam alterações posturais, aumentam o índice de ronco e apneia, dentre outras questões.

A respiração bucal reduz os níveis de dióxido de carbono, reduz a circulação sanguínea, retarda o cérebro e os reflexos e até causa crises de tontura e, às vezes, inconsciência. A respiração crônica pela boca também enfraquece os músculos que abrem as paredes laterais do nariz, causando estreitamento das vias aéreas. Quando você respira pela boca, os pulmões são superestimulados com oxigênio, mas as vias aéreas ressecam e ocorre uma vasoconstricção. Portanto, uma quantidade ineficiente de oxigênio é realmente absorvida pelos alvéolos.

O organismo deflagra a respiração bucal apenas em situações emergenciais. Como por exemplo, quando seu corpo tem menos oxigênio, você pode ser forçado a respirar pela boca. Sabe aquele bocejo incontrolável em que sua boca ajuda a absorver muito mais ar do que as narinas? Seu cérebro quer desacelerar e você quer continuar trabalhando?

A expiração nasal no desempenho esportivo

A expiração nasal contribui imensamente para a imunidade inata, isto é, para a formação do muco, e para a movimentação ciliar. Ainda, é principalmente na expiração que nossos pulmões extraem o oxigênio do ar. Quando você expira pelas estreitas narinas, em comparação com a boca, é criada uma contrapressão (pressão negativa) e o ar expirado é restringido e desacelerado, que é exatamente o tempo que os pulmões usam para absorver mais oxigênio.

Ao retardar a saída ­­­de ar, os pulmões ganham mais tempo para extrair oxigênio deles. Nossa captação de oxigênio ocorre principalmente durante a expiração restrita pelo nariz. Caso o dióxido de carbono seja expelido muito rapidamente, como ocorre com a respiração bucal, a absorção de oxigênio diminui. Para melhorar o desempenho durante os exercícios, é necessário retreinarmos a maneira como respiramos para que o ciclo respiratório se mantenha constante e seja preferencialmente nasal.

Segundo Cottle (1972) e Rohrer (1915), a respiração nasal impõe aproximadamente 50% mais resistência à corrente de ar em indivíduos normais do que a respiração bucal, resultando em 10% a 20% mais absorção de O2.

*A homeostase, termo criado por Walter Cannon, pode ser definida como a habilidade de manter o meio interno em um equilíbrio quase constante, independentemente das alterações que ocorram no ambiente externo. O meio interno, por sua vez, é definido como os fluidos que circulam pelas nossas células, o chamado líquido intersticial.
Esta informação é fornecida como serviço educacional e não se destina a servir como aconselhamento médico. Qualquer pessoa que procure aconselhamento ortopédico específico ou assistência deve consultar um médico ortopedista.

About the author

Adriana Halbe

Adriana Halbe

Fisioterapeuta graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Especialização em Fisiologia do Exercício e Treinamento Resistido na Saúde, na Doença e no Envelhecimento pelo CECAFI - Centro de Estudos em Ciência da Atividade Física da Disciplina de Geriatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Especialização e pós-graduação em Acupuntura e Eletroacupuntura pelo Colégio Brasileiro de Acupuntura e Medicina Chinesa (CBA), São Paulo em parceria com a Universidade São Judas Tadeu. Estudos continuados com Giovanni Maciocia, California Acupuncture Board, NCCAOM.
site: www.ahalbe.com.br
Instagram: @adrihalbe

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