Meditação

Meditar

Mão e filha meditando sobre o sofá - foto criada por Freepik - freepik.com

É se sentir integrado com o todo sem precisar fazer nada

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o estresse atinge mais de 90% da população do mundo – e já é considerado uma epidemia. O Brasil ganhou o posto de país número um em ansiedade com mais de 9% da população diagnosticada com o transtorno. Em virtude do alto índice de estresse mundial, um grande movimento ‘zen’, recomendando a meditação está se expandindo.

Meditar não tem restrições e nem precisa ter fé. É simples e está acessível para quem quiser experimentar na prática. A meditação se popularizou nos quatro cantos do mundo e hoje é adotada por milhares de pessoas – inclusive crianças – religiosas ou não. No universo das terapias alternativas, a meditação sempre fez parte da rotina.

Mulher meditando no jardim - mulher em posição de lotus - foto criada por Pressfoto / Freepik

Felizmente, já não é de hoje que a meditação faz parte da cultura de escolas e também na de muitas empresas. O mundo corporativo adotou a prática alegando uma necessária pausa na rotina atribulada dos funcionários, assoberbados por metas e prazos de entrega. 

Em grandes centros urbanos, espaços destinados à meditação se espalham em pontos estratégicos das cidades. São salas disponíveis com ambientação adequada e instrutores prontos para atender. Já existem até ônibus circulando em Nova Iorque que oferecem a prática. Se antes era comum usar o horário de almoço para resolver pendências, agora a moda é parar meia horinha para meditar e desconectar.

E o que é meditar?

Meditar é conciliar uma respiração consciente com uma mente tranquila. Ao contrário do que muitos pensam, meditar não é não pensar em nada. Quanto mais se ordena ao cérebro não pensar, mais ele pensa! Portanto, técnicas de meditação servem justamente para conduzir à tranquilidade e clareza mentais, contornando essa característica de que não adianta se obrigar a não pensar em nada. Hoje já temos disponíveis incontáveis métodos, desde os em silêncio, onde a pessoa fica sentada em estado contemplativo, até as meditações dinâmicas, onde se respira intensamente e se movimenta com vigor.

Meditar photo created by freepik - www.freepik

É sabido que nem todo medicamento serve para qualquer indivíduo. Certo? Pois então, na meditação funciona da mesma maneira. O que é bom para um pode não funcionar para o outro. Não por acaso existem tantas opções à disposição.

Chego à conclusão de que se tem algo fora da comunidade médica que já foi pauta para muita discussão acadêmica é a meditação.

A meditação:

  • Aumenta a capacidade de concentração – melhora o foco e a clareza de pensamentos
  • Promove bem-estar
  • Melhora o humor
  • Controla estresse e pressão arterial
  • Melhora qualidade de vida e o sono
  • Atenua dores crônicas
  • Diminui a ansiedade
  • Promove relaxamento muscular
  • Melhora a depressão
  • Reduz níveis de estresse
  • Equilibra emocionalmente
  • Aumenta a criatividade

Pesquisas científicas

Em uma rápida incursão no Google acerca das pesquisas científicas que comprovem a eficácia da meditação me dei conta de que ela é estudada basicamente desde que o mundo é mundo. As referências são inúmeras. Só no site da US National Library of Medicine – National Institutes of Health são 814 resultados voltados especificamente aos estudos dos benefícios da prática.

Meditação altera o cérebro? 

Altera sim senhor. É o que afirmam os sete autores – vinculados à University of Massachusetts (UMass), de Harvard Medical School – EUA e do Instituto de Psiquiatria Max Planck em Munique – Alemanha – área de neuroimagem. Segundo eles, a meditação aumenta a massa cinzenta do hipocampo esquerdo, resultando na melhora da memória e do processo de aprendizado; regulação das emoções; no autoconhecimento e tomada de decisão.

Meditação e Alzheimer

Um outro estudo pacientes com Alzheimer também apresentaram progressos significativos com a meditação: redução da perda cognitiva, diminuição do estresse, melhoria da qualidade de vida, bem como aumento na porcentagem de alteração cerebral em volume e fluxo sanguíneo em certas áreas do córtex.

Se você ainda não é um praticante, mas gostaria de começar nesse mundo, que tal iniciar nas meditações curtinhas, de 1 minuto? Hoje já existem um sem número de apps voltados para a prática, assim como canais no Youtube, Spotify, podcasts espalhados pela internet. Manter a mente quieta e o coração tranquilo é um treino, assim como correr, nadar, andar de bicicleta. Meditação nada mais é do que uma oportunidade de voltar para dentro e se reconectar consigo próprio.

Veja a  íntegra da pesquisa abaixo:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3004979/?__hstc=133243537.c773f89949c75cda0bb2ae1552d2dda8.1489622400061.1489622400062.1489622400063.1&__hssc=133243537.1.1489622400064&__hsfp=1773666937).

Meditação e Alzheimer

(https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29466242)

US National Library of Medicine – National Institutes of Health (www.pubmed.gov)

ReikibyRachel ( http://www.reikibyrachel.com.br/) 

About the author

Rachel Rothier - Reiki Master

Rachel Rothier - Reiki Master

Carioca, formou-se em Jornalismo pela Pontifício Universidade Católica (PUC/SP) em 2001, e fez pós-graduação em Marketing na FGV/RJ. Acumula mais de 20 anos de experiência em trabalhos voluntários na seara da espiritualidade. Iniciou no Reiki em 2014 com diversas passagens em ambulatórios e atendimentos particulares. Formou-se Mestra em Reiki e hoje faz atendimentos, dá palestras e ministra cursos em seu consultório na Vila Madalena/SP.
Criou, em 2018, o ReikibyRachel ( http://www.reikibyrachel.com.br/) como uma proposta de tratar o ser humano de forma holística, com base no sistema Reiki Usui.

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